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Pterígio: sintomas, tratamento e prevenção

Popularmente conhecido como “carne dos olhos”, o Pterígio é uma alteração da conjuntiva ocular que se torna espessada, vascularizada e avança sobre a superfície da córnea.

Trata-se de uma resposta do olho a um processo de inflamação crônica associada principalmente à exposição a luz solar, mas também influenciada por microtraumatismos de repetição, idade, hereditariedade e distúrbios da imunidade.  Geralmente afeta adultos, aumentando o risco com a idade. Normalmente se desenvolve ao longo de anos, podendo não manifestar sintomas ou provocar irritação, vermelhidão, lacrimejamento, coceira, ardência e sensação de areia nos olhos, além da possibilidade de alterar a visão nos casos avançados. Na prática clínica muitos pacientes acabam procurando tratamento definitivo especialmente por questões estéticas. Por razões desconhecidas, o crescimento do Pterígio pode parar em qualquer fase de sua evolução, contudo, pode voltar a crescer novamente a qualquer momento. Ambos os olhos são comumente envolvidos, mas frequentemente em estágios diferentes.

Qual o tratamento ideal?

A escolha do tratamento depende do estágio do Pterígio, podendo ser clínico ou cirúrgico. O tratamento clínico é indicado em estágios iniciais com o objetivo de minimizar os sintomas, diminuir a inflamação e inibir o crescimento. Tais medidas incluem proteção dos olhos contra o sol, poeira e vento, além, da lubrificação com lágrimas artificiais para reduzir a irritação. Nos casos de Pterígios inflamados, pode ser utilizado colírio corticóide de baixa potência ou anti-inflamatório (SEMPRE sob orientação do oftalmologista). A remoção cirúrgica é indicada na persistência dos sintomas ou quando o pterígio avança sobre o eixo visual. Porém, embora seja o tratamento definitivo, seu reaparecimento é um grande desafio.

Como funciona a cirurgia para o Pterígio?

A cirurgia é habitualmente realizada sob anestesia local e tem duração média de 30 a 40 minutos. Por existir a chance do pterígio reaparecer, a técnica cirúrgica de escolha consiste na retirada do pterígio, confecção de um enxerto de conjuntiva e sua fixação no local onde estava o tecido doente, o que pode ser realizado com pontos ou cola de fibrina. As principais vantagens do uso de cola de fibrina são:

  • Menor taxa de recorrência pós-operatória;
  • Menor tempo cirúrgico;
  • Menor inflamação pós-operatória.

Cuidados pós operatórios:

Para garantir o sucesso do procedimento e reduzir ainda mais o risco de recorrência o paciente deve usar os colírios prescritos no pós-operatório. Além disso, deve mudar alguns hábitos de vida seguindo recomendações preventivas, como descrito abaixo.

Medidas preventivas:

  • Uso de acessórios que protejam contra a luz solar (principal fator de risco), como óculos de sol contra raios UVA e UVB, boné e chapéu;
  • Proteção dos olhos do contato com produtos químicos ou térmicos (usar óculos de proteção, conforme exigido em algumas profissões);
  • Prevenção do olho seco, evitando ambientes com baixa umidade do ar ou lugares fechados com aparelhos de ar-condicionado e usando lubrificantes oculares.

Pterígio cega?

Não!!! A resposta é tranquilizadora mas não deve ser usada como motivo para não procurar tratamento! Afinal, suas complicações podem interferir na qualidade de vida do paciente. Além disso, o Pterígio extenso pode atingir a córnea, provocando astigmatismo e baixa acuidade visual quando atinge o eixo visual.

Se precisar, conte sempre com o HO Tocantins.